1. A cumplicidade e a associação com o erro
A Bíblia afirma que aprovar ou associar-se ativamente com as práticas de um ladrão traz consequências espirituais e morais para o próprio indivíduo.
Provérbios 29:24: "O que tem parte com o ladrão aborece a sua própria alma; ouve maldições, e não de o denuncia."
Este texto indica que quem se associa ou encobre as ações de um criminoso prejudica a si mesmo e assume uma carga de culpa.
Salmos 50:18: "Quando vês um ladrão, consentes com ele, e tens a tua parte para adúlteros."
Neste Salmo, Deus confronta aqueles que mantêm uma postura de aprovação ou amizade íntima com quem pratica o crime, apontando isso como uma hipocrisia diante dos mandamentos divinos.
2. A condenação de quem aprova a injustiça
No Novo Testamento, a aprovação do erro alheio é colocada no mesmo nível de gravidade da execução do próprio ato.
Romanos 1:32: "Os quais, conhecendo a justiça de Deus(que são dignos de morte os que tais praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem."
O apóstolo Paulo, ao falar sobre as práticas injustas e a corrupção humana, declara que aqueles que conhecem o julgamento de Deus sabem que os praticantes de tais coisas são dignos de morte, e acrescenta: "não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam".
3. O discernimento e a justiça corretiva
A Palavra de Deus também orienta sobre como os justos devem reagir perante os transgressores e a autoridade estabelecida.
Provérbios 17:15: "O que justifica o ímpio e o que condena o justo são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro." Apoiar ou tentar justificar as ações de alguém que foi devidamente condenado por um erro viola o princípio da justiça.
Submissão às autoridades: Romanos 13.1-7 estabelece que as autoridades judiciais e governamentais foram instituídas para aplicar a justiça e punir o mal. Portanto, quando a justiça pune um crime de forma devida, a Palavra orienta que essa punição deve ser respeitada.
Distinção entre Apoio ao Erro e Misericórdia Cristã
É importante notar a diferença que a Bíblia faz entre duas atitudes:
Aprovar o crime ou defender a impunidade: Isso é repetidamente condenado nas Escrituras, pois a justiça e a verdade são os fundamentos do trono de Deus: Salmos 89:14 "Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do seu rosto."
Oferecer perdão espiritual e reabilitação: O evangelho incentiva a misericórdia para com o indivíduo arrependido (como no exemplo do ladrão na cruz.)ou na instrução de Efésios 4:28: "Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade.", mas isso pressupõe o abandono da prática errada e o reconhecimento do erro, e não o apoio ou a conivência com o ato ilícito.